Pregadores Ilustres



FINNEY, CHARLES GRANDISON
(1792–1875)
Pai do moderno Reavivamento.
Charles Finney nasceu em Warren, Connecticut, o sétimo filho de pais fazendeiros. Com a escassez e alto custo das terras em Connecticut, em 1794, a família Finney se juntou a outras jovens famílias que migravam para o oeste no período pós-revolucionário da América. Charles foi pela primeira vez à escola em Hanover (hoje Kirkland), New York. Na Academia Hamilton Oneida, em Clinton, o aluno brilhante, popular e desenvolvido começou a receber sua educação clássica, aprender a cantar e tocar violoncelo. Em 1812, Finney voltou a Connecticut para frequentar a Academia Warren. Depois de lecionar por dois anos em New Jersey, foi obrigado a voltar para New York por causa da doença de sua mãe. Lá na cidade de Adams, em 1818, começou a estudar Direito. Embora nunca tenha sido formalmente admitido para o tribunal, Finney advogava casos nas corte de justiça locais.
A conversão religiosa de Finney em 1821 mudou dramaticamente a direção de sua vida. Abandonou o Direito, apregoando que lhe tinha sido dada a incumbência de ser um "guardador do Senhor Jesus Cristo para divulgar sua causa" e buscou ingressar no ministério presbiteriano. Admitido no Presbitério St. Lawrence em 1823, Finney estudou teologia com George Gale, seu pastor em Adams formado em Princeton. Mais tarde, nesse mesmo ano, foi licenciado para pregar, sendo ordenado em 1824. Contratado pela Sociedade Feminina Missionária do Distrito Ocidental, Finney começou a trabalhar como missionário entre os colonizadores da parte norte do estado de New York.


RAIKES, ROBERT
(1735–1811)
Um dos fundadores das Escolas Dominicais
Raikes nasceu em Gloucester, Inglaterra, e foi educado na escola da catedral daquela cidade. Seu pai era dono de um jornal e, com sua morte em 1757, Raukes seguiu seus passos. Raikes tinha uma consciência social apurada e usou seu jornal para dar apoio aos seus interesses filatrópicos. Em 1768 liderou uma campanha para a reforma das prisões de Gloucester. Em 1780, em resposta à condição negligente de muitas das crianças de rua da cidade, organizou uma escola dominical em sua própria paróquia depois de consultar o cura de uma paróquia vizinha, Reverendo Thomas Atock (1749-1803), que também havia começado uma. A escola funcionava nos dias de semana e domingos, ensinando a Bíblia, leitura e outros assuntos básicos. O projeto era controverso, pois muitos se opunham à educação popular livre, temendo agitação civil e revolução. Em 1783, Raikes usou seu jornal para promover o movimento da escola dominical; isto atraiu muita atenção. Em 1786 dizia-se que umas duzentas mil crianças recebiam essa educação básica em toda a Inglaterra. Willian Fox, que durante um tempo tinha se mostrado interessado nesse sistema educacional, aprovou o plano de Raikes e em 1786 organizou uma sociedade londrina para ajudar a sustentar essas escolas. O movimento se espalhou para o País de Gales, Escócia, Irlanda e Américas. John Wesley divulgou-as e o interesse da Rainha também deu força ao movimento. Raikes ganhou reputação de que sua benevolência e filantropia serviam somente para satisfazer sua vaidade. Mas em geral seus contemporâneos lhe perdoaram essse pecado, reconhecendo o grande bem que havia feito. Inicialmente os professores eram pagos, mas depois de 1810 as escolas funcionavam com voluntários.


TAYLOR, JAMES HUDSON

(1832–1905)
Fundador da Missão Continental da China
Nascido numa família da igreja metodista de Barnsley, Yorkshire, Taylor foi muito influenciado nas coisas espirituais tanto por seus pais como por seus avós que haviam recebido John Wesley como hóspede em suas casas. Seu pai, um farmacêutico, tinha uma profunda preocupação com a condição espiritual da China. Ainda bem novo, por volta de cinco anos de idade, Taylor demonstrou que um dia gostaria de ser missionário na China. Ele recebeu as lições escolares básicas em casa, porque era uma criança frágil e quase sempre enferma. Tinha um forte relacionamento com sua mãe e irmã, que oravam muito por ele quando estava agitado espiritualmente. Em junho de 1849, aos dezessete anos, enquanto lia um texto inspirativo sobre a obra redentora de Cristo no gabinete de seu pai, sentiu que finalmente tinha entendido o que Cristo havia feito por ele. Nessa ocasião ofereceu sua vida a Cristo e sua obra. Em 1849, Taylor sentiu a chamada do Senhor para a China. Respondeu positivamente a esse chamado e começou a preparar cada faceta de sua vida para atingir o objetivo de partir para a China. Nesse ponto sentiu que sua vida estava num plano mais elevado.
Dois livros ajudaram a formatar o futuro de Taylor. Um deles foi uma cópia do evangelho de Lucas em mandarim; o outro, um livro que falava sobre o valor das missões médicas para a China. Comparando a versão em mandarim com a versão inglesa de Lucas, Taylor foi capaz de começar a aprender o mandarim chinês. Sua preparação profissional mudou de farmácia para medicina. Ele também contatou diferentes sociedades que se envolveram em trabalho missionário na China para manifestar seu interesse nas missões. Taylor contribuiu com seu salário para tais missões. Seu treinamento na área médica começou em Hull e continuou em Londres. Noi nessa época que Taylor, convencido de que não poderia se preparar para o trabalho na China sem depender de Deus para tudo, colocou-se sob um treinamento rigoroso diário. Estudava teologia, latim e grego, tanto quanto medicina, antes de cumprir com suas obrigações. Frequentemente se colocava em situações que requeriam a ajuda de Deus para suprir suas necessidades financeiras. Enquanto esteve em Hull, Taylor viveu principalmente de papa de aveia e arroz, dando uma boa parte do seu salário para o trabalho cristão.



 
SPURGEON, CHARLES HADDON
(1834–1892)
Pregador batista
Spurgeon era filho de um ministro congregacional, mas entre seus ancestrais havia Huguenotes e Quakers. Nascido em Kelvedon, Essex, passou um bom tempo da sua juventude com seu avô, que era ministro congregacional em Essex. Foi enviado para a escola em Colchester de 1845 a 1849, e foi nessa mesma cidade, na Capela Metodista Primitva que se converteu, em 1850. Rejeitando a tradição de seu pai, decidiu ser batizado na idade adulta. Depois do batismo, filiou-se a uma igreja batista em Cambridge, onde ajudava na escola; mais tarde organizou sua própria escola particular.
Por esse tempo havia descoberto seus dons como pregador e era muito requisitado. Depois de um breve pastorado em Waterbeach, perto de Cambridge (1852-1854), foi chamado para o pastorado da igreja batista de New Park Street, Southwark, Londres. A congregação era pequena quando ele chegou, mas dentro de poucas semanas Spurgeon estava atraindo grandes multidões, embora tivesse somente 20 anos. A capela ficou pequena e decidiu-se ampliá-la. Enquanto a obra era executada ele pregou no Exeter Hall, mas de novo as multidões não podiam se acomodar. Quando voltou para a capela ampliada em New Park Street, rapidamente ela ficou pequena de novo. Então planejou-se a construção de um tabernáculo. Enquanto estava sendo construído o tabernáculo, Spurgeon pregou para grandes multidões no Surrey Gardens Music Hall.


WHITEFIELD, GEORGE
(1714–1770)
Pregador do Reavivamento e evangelista bem conhecido do século XVIII
Whitefield nasceu em Gloucester, Inglaterra, onde fez seus primeiros estudos. Mais tarde entrou na Universidade Pembroke, Oxford, onde em troca de educação trabalhou para diversos estudantes de classe mais alta. Em Oxford foi ajudado por John e Charles Wesley e começou a fazer parte do Clube Santo, um grupo de jovens devotados à prática regular das obrigações cristãs. Enquanto estava em Oxford se converteu e se convenceu da absoluta necessidade da regeneração espiritual para a salvação. Depois de ser ordenado diácono na Igreja da Inglaterra em 1736, começou a pregar sobre a necessidade do "Novo Nascimento".
Quando a oposição à sua pregação resultou em igrejas fechando suas portas para ele, começou a pregar em qualquer lugar e a qualquer tempo que se apresentasse uma oportunidade, tal como em casa de encontro de sociedades religiosas, salões públicos, celeiros, e (ainda mais escandaloso naquele tempo) em lugares abertos. Como pregador itinerante foi incansável. Em seus quase trinta e quatro anos de ministério falou mais de quinze mil vezes para literalmente milhões de pessoas. Além do País de Gales, na Irlanda, e em sua própria Inglaterra, fez quatorze visitas à Escócia e cruzou o Atlântico sete vezes para visitar as colônias americanas (1738, 1739–1741, 1744–1748, 1751–1752, 1754–1755, 1763–1765, 1769–1770), onde morreu em Newburyport, Massachusetts, em 1770. A amizade de Whitefield com os Wesleys se tornou tensa à proporção que as diferenças em teologia se tornavam aparentes.
Whitefield, um decidido calvinista, pregava livremente sobre o livre arbítrio, a graça salvadora de Deus e a Expiação definitiva, temas que estavam em desacordo com o Armenianismo de John Wesley. Em 1741, eles se separaram oficialmente, mas mantiveram respeito mútuo pelo resto de suas vidas. Whitefield não era um teólogo nem o organizador que John Wesley era, mas era insuperável na oratória e como pregador não permitia que questões doutrinárias determinassem onde iria ministrar. Cruzou livremente fronteiras eclesiásticas, e embora anglicano, cooperou prontamente com todas as denominações e estava igualmente em casa tanto na América como na Inglaterra.

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